FW: O SILENCIO É DE OURO
Ainda em relação ao «caso Freeport» - que, como sabemos, está praticamente arrumado... - surgiram agora (Correio da Manhã de hoje) alguns dados curiosos ligados às contas bancárias de alguns dos «intervenientes no processo».
Trata-se de coisa insignificante (que certamente será bem resolvida um dia destes) e que se resume a uma diferençazinha detectada entre os rendimentos declarados desses «intervenientes» e os depósitos que os mesmos «intervenientes» fizeram nas suas contas bancárias.
Temos assim que, por exemplo:
Charles Smith (dono da Smith & Pedro)
Declarou de rendimentos 179 980 euros - depositou no banco 1 837 097 euros.
Manuel Pedro (dono da Smith & Pedro)
Declarou 307 246 euros - depositou 1 600 086 euros.
Júlio Monteiro (tio de José Sócrates)
Declarou 62 162 euros - depositou 1 339 190 euros
.José Manuel Marques (ex-responsável do Instituto de Conservação da Natureza)
Declarou 240 885 euros - depositou 635 710 euros.
Carlos Guerra (ex-responsável do Instituto de Conservação da Natureza)
Declarou 298 212 euros - depositou 726 145 euros.
José Dias Inocêncio (ex-assessor da Câmara Municipal de Alcochete)
Declarou 236 786 euros - depositou 595 372 euros.
Como se vê, as diferenças entre o declarado e o depositado são consideráveis - e susceptíveis de suscitar múltiplas conjecturas.
Mas atenção: nada de conclusões precipitadas: também nesta matéria não vai haver problema. Isto porque, ao que parece, todos os «intervenientes no processo» se recusam a esclarecer a proveniência dessas diferenças.
E, a acreditar na notícia (e eu acredito), fazem-no legalmente (digamos assim).
Como? É simples: invocando uma coisa chamada «direito ao silêncio» - coisa essa que, como se está mesmo a ver, permite aos «intervenientes» nada dizer sobre o assunto.
In BLOGUE Cravo de Abril de Fernando Samuel
Assim se prova que o silêncio é de ouro...
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