RAMALHO EANES - Um Exemplo
Da autoria do Dr. Barra da Costa
Ramalho Eanes, perante as dificuldades financeiras da Presidência da República, vendeu...sim, VENDEU A SUA PRÓPRIA CASA DE FÉRIAS, na Costa da Caparica, para pagar os custos inerentes à Presidência da República...ou seja, custos que deveriam ser suportados pelo Estado...
Mais, não tendo, efectivamente, a Presidência fundos suficientes, Ramalho Eanes mandou virar dois fatos (na altura ainda se usava recompor e remendar a roupa...), sendo que o alfaiate (do Norte) lhe ofereceu tecido para lhe fazer outros dois...
Pois... Ramalho Eanes não usava Armani...
Quando pretendia falar ou aconselhar-se com alguém, convidava-o não para jantar, mas para tomar chá no fim do jantar para evitar custos desnecessários ao Estado...
Consta até que lhe terão oferecido acções da SLN-BPN, mas recusou... como recusou, ao contrário de outros «democratas» vendedores da Pátria, trazer para casa, no final do tempo em que foi PR, todas as prendas, ainda que pessoais, e recebidas em Portugal ou no estrangeiro, que recebeu durante esse período,
Mas mais, muito mais...
Aquando do seu segundo mandato presidencial, Ramalho Eanes foi confrontado com a aprovação, pela Assembleia da República, de uma lei, especialmente criada com a intenção de lesar os seus legítimos interesses. De facto, a chamada lei ad hominem (a lei para aquele homem), foi criada para evitar que o General Ramalho Eanes viesse a acumular o seu salário de Presidente da República com "quaisquer pensões de reforma ou sobrevivência que auferiam do Estado", isto é, com a sua pensão de General 4 estrelas. Mas, Ramalho Eanes não obstante estar consciente da intenção dolosa desta lei soarista e das suas implicações na sua futura reforma, não hesitou em promulgá-la.
E, quando concluiu o mandato presidencial, Eanes optou pela sua reforma enquanto Presidente, por serem estas as suas últimas funções, prescindindo da sua reforma enquanto General de 4 estrelas...
Anos depois, após parecer do Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues (Homens destes também escasseiam actualmente) segundo o qual todos os Presidentes deviam ser tratados de igual forma, a referida lei foi revista por iniciativa de um psicopata Sócrates (não o grego, claro!). E, não obstante poder ser ressarcido dos retroactivos que lhe eram devidos e que se cifram na casa dos 1,300 milhões de euros, Ramalho Eanes recusou recebê-los!
Sei que o país e o mundo está cheio de Homens destes, a maioria anónimos, que não tiveram a possibilidade de um dia poderem «falar às massas». Mas, é nossa obrigação avivar a memória dos bandidos sociais escondidos atrás dos partidos que ninguém elegeu, dizendo-lhes que estas memórias nos ajudam a não esquecer e a não cair. De joelhos, talvez, mas se rastos ainda não.
Barra da Costa
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