JOSÉ SÓCRATES DE SOUSA
"...Quer seja porque o partido lhe impõe restrições, quer seja porque não tem coragem ou capacidade, Sócrates falha em (quase) todas as oportunidades. Nas alterações à segurança social, começou a inventar excepções (PSP), dilatou prazos (reforma dos políticos), baralhou-se nas contas (relatório do Banco de Portugal e o PEC entregue em Bruxelas), deu o dito por não dito (aumento de impostos), inibiu-se a cortar nas despesas do Estado (daí o défice de 6,83%), atira-se a investimentos com que ninguém concorda (OTA e TGV), despede um dos poucos ministros em quem o povo ainda confiava (Campos e Cunha), nomeia para administrações das empresas só gente da sua confiança (Vara e Gomes), engole um candidato presidencial que não queria (Soares) e, como não bastasse, com o país a arder, o desemprego a cavalgar e os índices de confiança a cair a pique, decide tirar férias.
Não escolheu um qualquer local pacato em Portugal (que também os há, e muitos), mas um safari em África. Não admira que muitos já escrevam que, não fora o euro e a Europa, o golpe de Estado militar seria uma certeza!"
Pedro Vassalo in TAL & QUAL 12 de Agosto 2005A
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