MARIA FILOMENA MÓNICA E OS SEUS AMORES
Terminei agora mesmo a leitura de BILHETE DE IDENTIDADE, livro auto-biográfico, bem escrito e que nos leva ao período de infância da autora, atravessando a sua juventude, para, mais tarde nos conduzir ao período conturbado do seu casamento, à sua passagem pela Faculdade de Letras de Lisboa, terminando em beleza, embora enfadonha pelos pormenores, em Oxford no período da bolsa da Gulbenkian e em Lisboa do e pós-25 de Abril.
Como mero leitor que só muito vagamente se recorda de Filomena Mónica nos seus tempos de Letras, não tenho qualquer veleidade em tecer crítica literária à obra, pois para tal não tenho qualquer vocação ou conhecimento. De qualquer modo não posso deixar de lamentar a falta de escrúpulos que houve no tratamento das pessoas que, a pouco e pouco, se foram cruzando na vida da autora. Das muitas, somente os meus amigos e conhecidos José Medeiros Ferreira e Afonso de Barros (infelizmente desaparecido) têm o tratamento civilizado que se impunha. Os outros, nomeadamente Vasco Pulido Valente Correia Guedes, são anormalmente tratados e, quanto a mim, o livro perde interesse a partir daí. Não havia necessidade de personalizar e creio que Constança Cunha e Sá e Vasco Pulido Valente têm muita razão em se sentirem agastados com tudo o que é descrito. Fôsse um homem a escrever as suas memórias no mesmo estilo e veríamos o Carmo e a Trindade cair-lhe em cima...
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